Um pouco de nossa história

A história do LindnerHof teve início há quase 80 anos, quando o então menino Horst Lindner, ainda de colo, visitou pela primeira vez o local, acompanhado do pai, Alfredo Lindner, da mãe, Irma Lindner, e do tio, Gustavo Brandes.
O trajeto, cerca de 40 quilômetros da cidade de Timbó, onde residia a família, foi percorrido em um dia inteiro, em um Ford A, que enfrentou diversas dificuldades para chegar ao local: uma gleba de terra de 1000 hectares de extensão, mata fechada por cedros, margeando um ribeirão de leito pedregoso - o rio dos Cedros.
Nesse dia, em 1942, os olhos inocentes de Horst puderam descobrir estradas ainda não propícias para o trafego de veículos, e até mesmo a queda do pontilhão que quase levou a família para dentro do ribeirão. Mas também presenciou a determinação de seu pai ao fazer o carro prosseguir viagem até o seu destino.
E foi exatamente este espírito determinado e aventureiro de Alfredo Lindner que permitiu, quase 70 anos depois, desfrutarmos deste lugar paradisíaco.
 
Desbravadores do Futuro

No início de 1940, Alfredo Lindner, então com 32 anos, casado com Irma e com três filhos pequenos - Ruth (6), Claus (5), Horst (1) - era funcionário estável da área administrativa da empresa de alimentos Lorenz. Com esta tranquilidade, possuía casa com jardim e com todo o conforto - com direito a criação de galinhas, porcos e uma vaquinha - na cidade de Timbó, da qual Rio dos Cedros era distrito. Nessa época, a cidade adotara o nome de Arrozeira, devido à inauguração de um canal de irrigação para arrozeiras do local, voltando a se chamar Rio dos Cedros em sua emancipação, em 1961.
Todavia, esta estabilidade de um homem bem-sucedido, não impediu que Alfredo erguesse seu olhar para o horizonte, mais especificamente para uma região com muitas árvores, rios abundantes e oportunidades. Uma "vida no campo", como diziam na época. Ao adquirir a gleba de terra, o desafio já estava consolidado em sua cabeça de empreendedor que iria desbravar uma área quase inabitada: a construção de uma serraria para fornecer matéria-prima para o setor moveleiro e da construção civil do Estado.
Aqui vale o destaque para Irma Lindner, classificada por sua filha Ruth como "mulher trabalhadeira, corajosa, de fibra e honesta", mas acima de tudo alegre e com muita fé. Pudera! Só mesmo uma companheira e mãe com esta estatura moral, que deixou para trás o conforto da vida urbana para se aventurar na concretização de um ideal, seria o esteio de um marido determinado como Alfredo Lindner.
Os anos seguintes foram de enfrentamento das intempéries da natureza, na construção de uma barragem para geração de energia elétrica e na busca da subsistência em um lugar distante dos recursos presentes nos espaços urbanos. Mas, principalmente, de satisfação em construir uma paisagem que hoje pode ser aproveitada em sua totalidade por quem visita o local. Alfredo Lindner foi um dos primeiros empreendedores a manter o reflorestamento no negócio.

Natureza e Memória

Hoje, 78 anos depois, o menino Horst Lindner tornou-se um pai, avô e um amigo fraterno de tantas pessoas que visitam o LindnerHof.
Mesmo após uma vida dedicada à criação dos filhos e, profissionalmente, como mestre cervejeiro com estudo e especialização na Europa, trocou uma pretensa aposentadoria por um novo desafio. Como seu pai, Alfredo Lindner, que não se atemorizou pelas dificuldades, Horst encarou a restauração do que era a sede principal da Ind. e Com. de Madeiras Lindner, transformado-a nas espaçosas, campestres e ecológicas instalações de um local em que o visitante pode respirar ar puro e se inspirar por décadas de história. Este mesmo olhar de Horst, que assistiu maravilhado todas as aventuras daquela primeira viagem, se renova a cada momento, em todos os recantos e caminhos da Pousada LindnerHof. Seja nos seus lagos, quedas de água ou curvas de rio, seja nos maquinários da antiga serraria, imortalizados como móveis de decoração, ou mesmo nos caminhos de hortências, tão vivas e floridas como a memória do local.

O LindnerHof é isto: o respeito incomensurável em relação à natureza e à sua própria memória! 
 
 
Rio dos Cedros - Santa Catarina - Brasil - (47) 3036-5370